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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

O Sol, Caminhando Contra o Vento

1967/68. No Brasil pós-golpe militar e ainda antes do Ato Constitucional nº 5, mais conhecido como AI-5, nasce no Rio de Janeiro o jornal O Sol. Mesmo tendo vida curta, o jornal faz história representando o espírito da época. Através de material de arquivo, músicas e depoimentos de pessoas que participaram do jornal é mostrada a história da chamada "geração 68".
Diretora do extraordinário O sonho de Rose (1996), que retratava com humanismo e densidade cinematográfica as misérias humanas dum grupo de trabalhadores da terra sem-terra no Rio Grande do Sul, a cineasta Tetê Moraes volta a mostrar sua perícia como documentarista em O sol, caminhando contra o vento (2005). Dividindo a direção do filme com Martha Alencar, Tetê, falando aparentemente de sua experiência e de seus amigos como jornalistas do jornal alternativo “O sol”, de breve existência no período agudo da ditadura militar, expande, de maneira sensível e quase imperceptivelmente, o conteúdo das imagens de sua realização para um autêntico panorama de toda uma época da vida brasileira e também mundial; expondo-se como hino à excelência da geração que foi jovem na década de 60, O sol, correndo o risco da parecer reacionário aos olhos das gerações posteriores, edifica esta idéia de que foi mesmo naquele decênio que surgiram as cabeças mais revolucionárias do século XX; é uma idéia que sempre se poderá discutir fora do filme, mas dentro dele o espectador é convidado a partilhar das paixões únicas daquela geração; numa entrevista dentro do documentário, Chico Buarque de Holanda ameniza a responsabilidade das gerações atuais, aduzindo que a paralisia de hoje é determinada por sofisticados mecanismos de controle de que o indivíduo não tem controle; Carlos Heitor Cony, entrevistado mais cerimoniosamente como num gabinete de estudos, quer ver o sonho como inerente ao ser humano em qualquer geração: mas todo o desenvolvimento de um filme como O sol mostra que o sonho, tal como havia nos anos 60, já não existe, ou foi substituído por outros sonhos ou ilusões. O sol foi rodado basicamente durante uma festa comemorativa do jornal a que se refere, reunindo criaturas que de maneira variada participaram daquele ato jornalístico de rebeldia. Festa e esquerda gerou em determinada época a expressão esquerda festiva, como evoca com escondida ironia Chico Buarque. Era a esquerda dos artistas, de gente que cantava e poetava, contrapondo-se à esquerda ferreamente ideológica que se comportava como se o mundo fosse uma sala de aula marxista; mas O sol, mesmo tratando duma festa, não é um filme irresponsavelmente festivo, é alegre, canta a eternidade da juventude (talvez a única coisa eterna mesmo seja a juventude), mas se propõe como um autêntico tratado cinematográfico de um tempo histórico, de maneira muito mais consciente e profunda que Zuzu Angel (2006), a ficção de Sérgio Rezende bonita mas gordurosa. Centrando sua atualidade na festa que reuniu componentes do jornal “O sol”, o documentário de Tetê e Martha utiliza muitas imagens de arquivo que tornam o filme ainda mais apaixonante e às vezes dilacerante em suas indagações e perplexidades. Certos planos clássicos do cinema dos anos 60, como a lenta e agoniada descida escadaria abaixo do ator Oduvaldo Viana na pele de Marcelo no sombrio final de O desafio (1965), de Paulo César Saraceni; como uma cena de Terra em transe (1967), de Glauber Rocha, que aparece só como imponência musical barroca. Ou então Caetano Veloso ou Nara Leão cantando no auge de sua arte, um despojamento de gestos que parece provocativamente pré-histórico diante da parafernália dos pops de hoje, Caetano e Nara utilizavam muito mais a voz e o rosto que possíveis exageros corporais para interessar o público. Ou algumas cenas de rua tão terrível e nostalgicamente datadas: belas mulheres nas areias cariocas. Costurando com mestria sua realização, Tetê e Martha, ex-jornalistas, buscam uma associação sempre latente e sempre negada entre o jornalismo e o cinema; atrás das câmaras, estas duas mulheres lembram que uma das funções do jornal é pensar sobre filmes à luz da realidade (a atividade crítica) e uma das funções do cinema é encaminhar-se para o jornalismo (a relação vital possível num documentário). Por Eron Fagundes

Ficha Técnica
Título original: O Sol, Caminhando Contra o Vento
Gênero: Documentário
Diretor: Tetê Moraes
Duração: 90 minutos
Ano de Lançamento: 2006
Origem: Brasil

Elenco
Caetano Veloso
Gilberto Gil
Chico Buarque
Antônio Carlos da Fontoura
Antônio Pedro
Arnaldo Jabor
Arthur Poerner
Bete Mendes
Betty Faria
Carlos Lessa
Fernando Gabeira
Gilberto Braga
Helena Ignez
Hugo Carvana
Ivan Consenza de Souza
Íttala Nandi
Luiz Carlos Maciel
Márcio Moreira Alves
Nélson Rodrigues Filho
Orlando Senna
Ruy Castro
Tessy Callado
Vladimir Palmeira
Adolfo Martins
Ana Arruda Callado
Carlos Castilho
Carlos Heitor Cony
Fernando Duarte
Reynaldo Jardim
Ricardo Gontijo
Ziraldo
Zuenir Ventura
Daniel Azulay
Dedé Veloso
Jorge Pinheiro
José Ribamar Bessa
Luiz Carlos Sá
Maria José Lourenço
Nélson Hoineff
Rosiska Darcy de Oliveira

Língua - Vidas em Português

Todo dia duzentas milhões de pessoas levam suas vidas em português. Fazem negócios e escrevem poemas. Brigam no trânsito, contam piadas e declaram amor. Todo dia, a língua portuguesa renasce em bocas brasileiras, moçambicanas, goesas, angolanas, japonesas, cabo-verdianas, portuguesas, guineenses. Novas línguas mestiças, temperadas por melodias de todos os continentes, habitadas por deuses muito mais antigos, e que ela acolhe como filhos. Língua da qual povos colonizados se apropriaram e que devolvem agora, reinventada. Língua que novos e velhos imigrantes levam consigo para dizer certas coisas que nas outras não cabe. Toda noite, duzentas milhões de pessoas sonham em português. Algumas delas estão neste filme.Em quatro continentes, trechos do cotidiano de pessoas de várias idades, origens, classes, fés e culturas, são recortados e costurados em ordem cronológica. Durante três dias, atravessamos cidades e sentimentos de muitos tons. Encontramos, flagramos, seguimos, acompanhamos e largamos personagens em trânsito por vários mundos econômicos, espirituais e pessoais.
A língua portuguesa é o veículo para falar do cotidiano de pessoas que vão de um camelô de rua ao prêmio Nobel de Literatura. Uma narrativa de ações paralelas e muitos personagens, cujas histórias se entrelaçam no decorrer de alguns dias. Alguns personagens cruzam todo o filme, outros têm aparições breves, sempre num movimento gerado pelos seus deslocamentos que conduzem o documentário por cada um desses lugares.
Ao amanhecer, um padeiro entrega pão na Índia, um motorneiro inicia o dia de trabalho de um velho bonde em Lisboa, um rapaz vende balas num ônibus do Rio de Janeiro, um escritor embarca num avião rumo a uma ilha em Moçambique. Manhãs paralelas, tardes simultâneas, crepúsculos e noites em todos esses lugares.
Um documentário-fluxo. Ao mesmo tempo um filme simples, um filme feito de conversas. Hábitos e espaços re-ordenados por uma montagem de tempos e intensidades destas vidas em movimento.
Uma língua só está viva se for utilizada no dia a dia das pessoas que a falam. Um código para visões diversas do mundo e da vida. Apropriação diária do imaginário. Saramago nos contou: "não há uma língua portuguesa, há línguas em português". Este corpo espalhado pelo mundo.
Finalmente, cabe esclarecer que "Língua" não é só um filme sobre a língua portuguesa. "Língua" é também um filme que retrata sociedades multiculturais e o colonialismo em todos os tempos. Um documentário sobre o mundo nos cerca.

Ficha Técnica
Título Original: Língua - Vidas em Português
Gênero: Documentário
Duração: 105 min.
Ano de Lançamento): 2001
Direção: Victor Lopes
Roteiro: Ulysses Nadruz e Victor Lopes
Produção executiva: Renato Pereira e Suely Weller
Origem: Brasil

Elenco
José Saramago
Martinho da Vila
João Ubaldo Ribeiro
Mia Couto
Grupo Madredeus
Edinho

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

O Pasquim - A Subversão do Humor

Nos anos 70, jornalistas resolveram falar o que pensavam sobre política e cultura, no jornal mais bem-humorado do Brasil. Fizeram muito sucesso na classe média e foram perseguidos pelos governos.
Em 1969, ano particularmente duro no regime militar, surgiu no Rio de Janeiro "O Pasquim", tablóide que, com sua irreverência, humor e anarquia, daria uma nova roupagem e linguagem ao jornalismo brasileiro, uma forma mais coloquial à publicidade e causaria um forte abalo nos níveis da hipocrisia nacional. A TV Câmara conta no documentário "O Pasquim - a Subversão do Humor", através dos principais personagens desta história, como ele invadiu o Brasil, enfrentando a censura e a cadeia com o riso aberto, como se fosse mais uma das farras da turma de Ipanema. Em O Pasquim, Jaguar, Ziraldo, Sérgio Cabral, Luiz Carlos Maciel, Marta Alencar, Miguel Paiva, Claudius, Sérgio Augusto, Reinaldo, Hubert lembram como se escreveu esta página da nossa história e Angeli, Chico Caruso, Washington Olivetto e Zélio como ela foi determinante para as páginas seguintes. Ninguém ficou rico com a publicação, embora ela tenha vendido nos seus melhores tempos, entre 1969 e 1973, até 250 mil exemplares. Um volume acima do razoável, se lembrarmos que os jornais de tiragem nacional rodam hoje, mais de 30 anos depois, com toda a informatização, a facilidade de distribuição e as fortes campanhas de assinantes, cerca de 300 mil exemplares. A verdade é que o comportamento da chamada Patota do Pasquim era tão anárquico quanto o conteúdo do jornal. E o que ganharam gastaram entre prisão, brigas, festas e altas dosagens etílicas. Bem que os militares e a elite brasileira tentaram sufocá-lo diversas vezes e de formas variadas mas, quando conseguiram, ele já havia disseminado uma nova forma de comportamento nos meios de comunicação. Como diz Jaguar, a imprensa tirou o paletó e a gravata, ou, como diz Olivetto, passamos a escrever e nos comunicar com língua de gente, do povo.

Ficha Técnica
Gênero: Documentário
Diretor: Roberto Stefanelli
Duração: 44 minutos
Ano de Lançamento: 2004
Origem: Brasil

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Elis - Saudades do Brasil

Em 1980, Elis Regina apresentou no Canecão no Rio de Janeiro, o show Saudade do Brasil, do disco homônimo, lançado em Abril de 80. Trata-se de um show grandioso, com arranjos geniais do mestre César Camargo Mariano, com uma banda fantástica incluindo o grande guitarrista Natan Marques.O show foi dirigido por Ademar Guerra, e o show mistura de forma sensacional um grupo de dançarinos e cantores de grande talento que faziam coreografias elaboradíssimas no decorrer do show, juntamente com a Elis cantando que em alguns momentos arrisca uns passos junto com a turma. Trata-se de um show grandioso, com momentos áureos, como a versão de "Aquarela do Brasil" do genial Ary Barroso, misturada com cantos indígenas, criando um efeito glorioso. Além de um repertório fantástico, incluindo "Redescobrir" do genial Gonzaguinha, "Alô Alô Marciano" da sua amiga-irmã a grande Rita Lee, numa versão que a Rita pirou(um pouco mais) quando ouviu.Enfim, um registro cinematográfico de um show histórico e grandioso, um show que nos traz profunda "Saudade do Brasil".

Ficha Tecncia
Título Original: Elis - Saudades do Brasil
Gênero: Documentário/Musical
Diretor: Ademar Guerra
Duração: 54 minutos
Ano de Lançamento: 1980
Origem: Brasil

Elenco
Elis Regina
César Camargo Mariano
Nathan Marques
E grandes artistas

Jackson do Pandeiro - Arquivo N


Neste programa especial, é contada um pouco da história do maior ritmista brasileiro de todos os tempos, Jackson do Pandeiro,através de entrevistas e apresentações em vários programas da TV. O paraibano Jackson do Pandeiro foi o maior ritmista da história da música popular brasileira e, ao lado de Luiz Gonzaga, o responsável pela nacionalização de canções nascidas entre o povo nordestino. Pelas cinco gravadoras que passou em 54 anos de carreira artística estão registrados sucessos como Meu enxoval, 17 na corrente, Coco do Norte, O velho gagá, Vou ter um troço, Sebastiana, O canto da Ema e Chiclete com Banana.A história da sua carreira artística reforça a herança da influência negra na música nordestina - via cocos originários de Alagoas - que lhe permitiram sempre com o auxílio luxuoso de um pandeiro na mão se adaptar aos sincopados sambas cariocas e à música de carnaval em geral.Dono de um recurso vocal único, ele conseguia dividir seus vocais como nenhum outro cantor na música popular brasileira. Seu maior mérito foi de ter levado toda riqueza dos cantadores de feira livre do Nordeste para o rádio e televisão, enfim para a indústria cultural. Grandes nomes da MPB lhe devotam admiração e já gravaram seus sucessos depois que o Tropicalismo decretou não ser pecado gostar do passado da música brasileira, principalmente, a de raiz nordestina.O intérprete de uma música brasileira feita para dançar criou um estilo único de cantar. Nascido em Alagoa Grande, Paraíba, 31/08/19, numa família de artistas populares. Sua mãe, Flora Mourão, era cantora e folclorista de Pastoril e o batizou como José Gomes Filho o apelidou de Jack pelo sua semelhança física com um ator norte-americano de filmes de western dos anos 30, Jack Perry

Ficha Tecncia
Título Original: Jackson do Pandeiro - Arquivo N
Gênero: Documentário
Diretor: Rosa Magalhães
Tempo de Duração: 20 minutos
Ano de Lançamento: 2007
Origem: Brasil

Elenco
Jackson do Pandeiro
João Bosco
João do Vale
Dominguinhos
Carlos Malta
Gilberto Gil
Alceu Valença
Lenine

João do Vale: muita gente desconhece

Se Luiz Gonzaga é o rei do baião, João do Vale é o príncipe. O filme procura resgatar a história de um dos mais geniais compositores brasileiros, o maranhense João do Vale, a partir de depoimentos de contemporâneos ( Luiz Vieira, Miucha, Ferreira Gullar e outros) e mostra imagens raras do cantador nordestino no palco juntamente com Nara Leão, Chico Buarque, Gonzaguinha.

Ficha Tecnica
Título Original: João do Vale: muita gente desconhece
Gênero: Documentário
Diretor: Werinton Kermes
Tempo de Duração: 30 minutos
Ano de Lançamento: 2005
Origem: Brasil

Elenco
João do Vale
Luiz Vieira
Ferreira Gullar
Miucha
Chico Anysio
Rita Ribeiro
José Sarney
Roberto Farias
Marcio Pascoal

Elis e Tom

Em 1974, Elis Regina completava 10 anos na gravadora Phillips e a gravadora deu de presente a ela um encontro com Tom Jobim em disco. Os dois já se conheciam desde de quando o Tom compôs "Águas de Março" e foi até a casa da Elis, dizendo "Elis, nem o Synatra mereceu uma dessa." As gravações desse disco antológico ocorreram em Los Angeles em 1974, e é exatamente este o cenário dessa jóia transcendental de beleza e grandiosidade artística incomensurável. Nas palavras de Elis:"Foram momentos vividos por duas pessoas muito tensas que só conseguem se descontrair através da música. Ficou a saudade de um passado recente, em que as cores eram outras e as pessoas mais felizes."As palavras proféticas da Elis traduzem de forma pungente as emoções que sentimos ao assistir esse espetáculo único de musicalidade, sensibilidade e beleza registrado nesse documentário magistral produzido pela Tv Bandeirantes e dirigido por Roberto Oliveira.Um tempo em que a música popular brasileira esbanjava luz, majestade e grandiosidade. Elis e Tom é uma obra eterna que merece ser vista, ouvida, sentida e estudada em profundidade, pois é de uma importância e força incalculável, um retrato puro e transcendental da Alma Brasileira.

Ficha Tecnica

Titulo Original: Elis & Tomi
Gênero: Documentário/Musical
Diretor: Roberto de Oliveira
Duração: 51:00 minutos
Ano de Lançamento: 1974
Origem: Brasil/EUA

Elenco

Elis Regina
Tom Jobim
César Camargo Mariano
Luizão
Paulo Braga
Oscar Castro Neves
Aloysio de Oliveira
Chico Batera
Bill Hitchcock

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Brasileirinho


Documentario musical dirigido por Mika Kaurismaki que mostra a historia e a vitalidade do choro, reunindo importantes nomes do genero, tais como: grupo Trio Madeira Brasil, Paulo Moura, Yamandu Costa, Ze da Velha e Silverio Pontes, entre outros.
No fim do século 19, no Rio de Janeiro, os músicos pararam de compor e tocar no estilo europeu para misturar melodias européias a ritmos africanos, gerando o choro. Aos poucos, o gênero ganhou espaço nos salões de dança e nos palcos de teatro, sendo considerado a primeira expressão musical da emergente classe média da cidade.
Documentário musical aclamado pelo público e pela crítica em mais de 30 países, Brasileirinho mostra a história e a vitalidade do choro, a primeira música urbana genuinamente brasileira. O filme gira em torno do grupo Trio Madeira Brasil, formado por Marcello Gonçalves, Zé Paulo Becker e Ronaldo Souza, que durante uma típica roda de choro propõe o projeto de um grande concerto em comemoração do Dia Nacional do Choro reunindo importantes nomes do gênero e alguns convidados especiais. O diretor Mika Kaurismäki acompanha os músicos durante os ensaios, em shows diversos e em casa, relembrando histórias do choro, cantando e tocando de forma apaixonante.

Ficha Técnica
ítulo Original: Brasileirinho - Grandes Encontros do choro
Origem: Brasil / Finlândia / Suíça
Gênero: Documentário / Musical
Tempo de Duração: 90 minutos
Ano de Lançamento: 2007
Direção: Mika Kaurismäki

Elenco
Teresa Cristina
Paulinho da Viola
Admilde Fonseca
Zezé Gonzaga
Paulo Moura
Luciano Rabelo
Elza Soares
Marcos Suzano
Trio Madeira Brasil
Yamandu

A Casa do Tom - Mundo, Monde, Mondo

Filme de Ana Jobim conta a história de amor de Antonio Carlos Jobim com a música, a família e a natureza.
Esse negócio de entender de uma coisa, tem que amar. Quando você ama, isso cria uma capacidade. Você se interessa pela coisa, você começa a olhar". A frase de Tom Jobim foi tão bem entendida por Ana, sua mulher durante 17 anos, que ela lança agora um DVD, pela Jobim Biscoito Fino, com sua história de amor com o maestro, com a família e com a natureza que aprendeu a ver pelos olhos de Tom e tão bem registrou em fotos, publicadas em diversos livros sobre o compositor. Narrado pela própria Ana Jobim, tem como fio condutor o poema Chapadão, que Tom começou a escrever quando escolheram o terreno no alto do Jardim Botânico para construírem sua casa: "A casa levou quatro anos para ficar pronta e o poema, oito", conta ela no DVD. Ao todo são 24 músicas, algumas com participações (Dorival Caymmi, Chico Buarque, Maucha Adnet, a própria Ana Jobim, Danilo Caymmi, Paulo Jobim e a pequena Maria Luiza, acompanhando o pai em "Samba de Maria Luiza", além da célebre gravação de "Garota de Ipanema" com arranjo de Eumir Deodato e participação de Jerry Doggion (sax-alto), Ron Carter (baixo), Joe Farrel (flauta) acompanhando o piano de Tom. Nos extras, mais seis canções e dois poemas. Além de "Águas de Março", uma verdadeira homenagem a Dorival Caymmi ("Maracangalha", "Saudades da Bahia", "Suíte do Pescador" e "Maricotinha"), uma lembrança de Bororó ("Curare") e os poemas Chapadão e Oda a Rio de Janeiro, de Pablo Neruda.

Ficha Técnica
Título Original: A Casa do Tom: Mundo, Monde, Mondo
Origem: Brasil
Tempo de Duração: 58
Genero: Musical / Documentário
Ano de Lançamento: 2008
Direção: Ana Jobim

Fabricando Tom Ze


Documentário que retrata a vida e obra de um dos mais controversos Tropicalistas, cujo fio condutor é sua turnê pela Europa em 2005. O filme mistura diferentes formatos de vídeo, película e animação para mostrar uma detalhada visão do universo musical de Tom Zé, para o qual um baixo e um esmeril têm a mesma importância melódica. O filme conta com entrevistas de Gilberto Gil, Caetano Veloso, David Byrne e outros

Ficha Técnica
Título Original: Fabricando Tom Zé
Origem: Brasil
Gênero: Documentário
Tempo de Duração: 90 minutos
Ano de Lançamento: 2005
Direção: Decio Matos Jr.

Elenco
David Byrne ... David Byrne
Gilberto Gil ... Gilberto Gil
Neusa Marthins ... Neusa Marthins
Caetano Veloso ... Caetano Veloso
Tom Zé ... Tom Zé

Cronicamente Inviável

Revoltar-se com a realidade pode causar diversos males à sua saúde e nenhuma solidariedade.Tendo como pano de fundo trechos das histórias de vida de seis personagens, o filme mostra a árdua tarefa de sobreviver física e mentalmente em meio aos caos da sociedade brasileira; dificuldade que atinge a todos independentemente da posição social ou da postura assumida. as situações abordadas têm como fio condutor um restaurante num bairro rico de São Paulo, cujo dono é um homem de meia idade, refinado e acostumado com as boas maneiras, mas ao mesmo tempo irônico e pungente. Um escritor que realiza um passeio pelo país, buscando compreender os problemas de dominação e opressão social. Um garçom que se destaca por sua descendência européia, aspecto físico, boa instrução e insubordinação. Uma rica carioca preocupada em manter o mínimo de humanidade na relação com as pessoas de classe mais baixa. Seu marido acredita na racionalidade como forma de tirar proveito da bagunça típica do Brasil. E a gerente do restaurante, uma pessoa cativante, com um passado encoberto pelas várias histórias que costuma contar para os amigos e os refinados clientes do restaurante.

Ficha Técnica
Título Original: Cronicamente Inviável
Origem: Brasil
Gênero: Drama/Documentário
Tempo de Duração: 103 minutos
Ano de Lançamento: 2000
Direção: Sergio Bianchi

Elenco
Cecil Thiré .... Luís
Betty Gofman .... Maria Alice
Daniel Dantas .... Carlos
Dan Stulbach .... Adam
Umberto Magnan .... Alfredo
Dira Paes .... Amanda
Leonardo Vieira
Cosme Santos
Zezé Mota
Zezeh Barbosa
Cláudia Mello
Rodrigo Santiago

Proibido Proibir


Paulo e Letícia estão apaixonados, ela é a namorada de Leon, melhor amigo de Paulo. Os três são universitários. Mesmo assim, eles não podem escapar da violência que domina o Brasil. Leon é gravemente ferido quando tenta salvar a vida de um menino que testemunhou um assassinato cometido por policiais. Ajudado por Letícia, Paulo, estudante de medicina, o opera em casa e lhe salva a vida. A dolorosa experiência aprofunda os laços de amizade do trio e une finalmente Paulo e Letícia, amor até o momento nunca realizado.

Ficha Técnica
Título Original: Proibido Proibir
Origem: Brasil / Chile / Espanha
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 100 minutos
Ano de Lançamento: 2007
Direção: Jorge Durán

Elenco
Caio Blat ... Paulo
Maria Flor ... Leticia
Alexandre Rodrigues ... Leon
Edyr de Castro ... Rosalina
Raquel Pedras ... Rita
Adriano de Jesus ... Cacazinho
Luciano Vidigal ... Mario
Andressa Furletti ... Alice
Wanderson 'Petão' Lopes ... Cinézio
Marcio Augusto ... First Cop
Henrique Rodrigues ... Second Cop
Bruna Di Tullio ... Blue-eyed girl
Lorena Da Silva ... Archictecture Professor
Mariana Durán ... Mariana
Paulo Halm ... Sociology Professor
José Joaquim Salles ... Doctor

Os desafinados

Cinco amigos que formam a banda Rio Bossa Cinco e buscam o sucesso, alimentando o sonho de tocar no Carnegie Hall, a célebre sala de concertos de Nova York que detonou o sucesso internacional de Tom Jobim e da Bossa Nova. Assim, desembarcam em Manhattan e lá encontram uma musa, filha de brasileira com americano, que voltará com eles ao Brasil ditatorial. Além de tocar flauta e clarineta, ela vai se tornar a chave para o florescimento pessoal dos rapazes.

Ficha Técnica
Título Original: Os Desafinados
Origem: Brasil
Gênero: Comédia
Tempo de Duração: 139 minutos
Ano de Lançamento: 2006
Direção: Walter Lima Jr.

Elenco
Rodrigo Santoro ... Joaquim
Cláudia Abreu ... Glória
Selton Mello ... Dico
Ângelo Paes Leme ... Davi
Jair de Oliveira ... Geraldo
André Moraes ... Paulo Cesar
Alessandra Negrini ... Luiza
Michel Bercovitch ... Leon
Renato Borghi ... Cônsul Carlos José
Vanessa Gerbelli ... Dora
Kevin Gall ... Immigration Officer
Daniel Lentini ... Dico's assistant director
Haythem Noor ... Indian cab driver
Teddy Sears ... Cool New Yorker

O Ebrio

Em comemoração aos 60 anos de O Ébrio, a Riofilme e a Cinédia, com distribuição da Versátil, apresentam a versão integral restaurada deste grande clássico do cinema brasileiro, e muitos extras, incluindo entrevistas, depoimentos e o curta-metragem "Canção de Amor". Emocione-se com a história do Dr. Gilberto Silva, um jovem do interior que enfrentou muitos obstáculos para ser tornar um médico de sucesso. Rico, famoso e casado, acaba sendo enganado pelos parentes e amigos e traído pela esposa. Desiludido, Gilberto troca de identidade com um mendigo e se torna alcoólatra, perambulando pelas ruas do Rio de Janeiro, passando a ser conhecido como "O Ébrio". Um dos maiores sucessos de bilheteria do nosso cinema, O Ébrio imortalizou o cantor Vicente Celestino e a sua esposa, a cineasta Gilda Abreu; e o produtor Adhemar Gonzaga.

Ficha Técnica
Título Original: O Ébrio
Direção: Gilda Abreu
Ano de Produção: 1946
Tempo de Duração: 120 minutos
Cor: Preto e Branco
Genero: Drama
Origem: Brasil

Elenco
Vicente Celestino
Alice Archambeau
Rodolfo Arena
Manoel Vieira
Victor Drumond
Julia Dias
Walter Davila

Eu Me Lembro

O filme acompanha o crescimento de Guiga, nascido na cidade de Salvador numa época provinciana. No contato com a mãe, Aurora, descobre a sexualidade e seus limites. Com o pai, Guilherme, temível, austero e puritano exacerbado, viverá muitos conflitos. O garoto cresce movido por culpa católica, marcada pela morte da mãe antes mesmo da adolescência. Quando jovem, o protagonista nutre raiva pelo pai e, durante a ditadura militar, ele vive sua juventude em sua fase mais ativa

Ficha Técnica
Título Original: Eu Me Lembro
Origem: Brasil
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 108 minutos
Ano de Lançamento: 2005
Direção: Edgar Navarro

Elenco
Lucas Valadares .... Guiga
Fernando Neves .... Pai
Arly Arnaud .... Mãe
Analu Tavares
Wilson Mello
Rita Assemany
Fernando Fulco
Valderez Freitas Teixeira .... Empregada
Nélia Carvalho
Eva Lima
Caco Monteiro
George Vassilatos
Frieda GutmannFafá Pimentel
Lúcio Tranchesi

Como era Gostoso o meu Frances

No Brasil de 1594, um aventureiro francês prisioneiro dos Tupinambás escapa da morte graças aos seus conhecimentos de artilharia. Segundo a cultura Tupinambás, é preciso devorar o inimigo para adquirir todos os seus poderes, no caso saber utilizar a pólvora e os canhões. Enquanto aguarda ser executado, o francês aprende os hábitos dos Tupinambás e se une a uma índia e através dela toma conhecimento de um tesouro enterrado e decide fugir. A índia se recusa a segui-lo e após a batalha com a tribo inimiga, o chefe Cunhambebe marca a data da execução: o ritual antropofágico será parte das comemorações pela vitória.

Ficha Tecnica Título Original: Como era gostoso meu frances
Genero: Aventura
Ano de lançamento : 1970
Tempo de Duração: 83min
Origem: Brasil
Diretor: Nelson Pereira dos Santos

Elenco
Gabriel Archanjo...Mbiratata
Arduíno Colassanti
...O Francês
Eduardo Imbassahy Filho
...Cunhambebe
José Kléber
...Ipiraguaçu
Ana Maria Magalhães
...Seboipepe
Célio Moreira...narração

Ana Batista,
João Amaro Batista,
Manfredo Colassanti,
Hélio Fernando,
Luiz Carlos Lacerda,
Maria de Souza Lima,
Wilson Manlio,
Ana María Miranda

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Rio Babilonia


Relações públicas é acompanha um milionário em viagem ao Rio de Janeio. Entre festas orgiásticas, encontros com traficantes e com a polícia, o filme mostra uma contrastante visão da cidade. O relações públicas Marciano é contratado para recepcionar o poderoso industrial Liberato. Em meio a festas e orgias ele conhece a jornalista Vera Moreira e acaba descobrindo que seu cliente está envolvido com o tráfico internacional de ouro.

Ficha Técnica
Direção : Neville D`Almeida
Ano de Lançamento : 1982
Oriem: Brasil
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 115

Elenco
Christiane Torloni
Norma Bengell
Ovídio Abreu
Pedro Aguinaga
Paulo Angel
Joel Barcellos
Tania Boscoli
Hélio Braga
Júlio Braga
Jussara Calmon
Zica Da Mangueira
Maurício Do Valle
Denise Dumont
Jardel Filho
Maria Gladys
Wilson Grey
Jorge Laffond
Sérgio Mambert,
Markito
Liege Monteiro
Nildo Parente, Pedralto
Paulo César Peréio
Antonio Pitanga
Valéria, Vanessa
Dedé Veloso
Paulo Villaça

Oh Rebuceteio

Filme de sexo explícito nacional com história, produzido em 1984. Título inspirado na peça teatral "Oh! Calcutá". O filme mostra as orgias de um grupo de teatro.
Na década de 1970, Cláudio Cunha foi um dos mais poderosos produtores da chamada “Boca do Lixo” paulistana, local onde se produziram os principais filmes do ciclo conhecido como “pornochanchada”.

Ficha Técnica
Titulo Original: Oh Rebuceteio
Origem: Brasil
Diretor: Claudio Cunha
Tempo de duração: 90 min
Ano de Lançamento: 1984

Elenco
Eleni Bandettini

Jamie Cardoso
Ilga Prado
Lia Farrel
Rui Leal

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

João Nogueira - Carioca suburbano, mulato e malandro



Curta metragem grandioso do Jom Tob Azulay, sobre o grandioso sambista e ser humano, compositor da nobreza do samba chamado João Nogueira, que aparece em cenas históricas e memoráveis, com participações hilárias de Sérgio Cabral, vascaíno doente, batendo um papo numa loja de discos com João Nogueira, flamenguista de nascença.Aparecem diálogos fantásticos com a famosa Tia Vicentina, imortalizada na música do Paulinho da Viola, "No Pagode Do Vavá""-Provei do famoso feijão da VicentinaSó quem é da Portela é que sabeQue a coisa é divina"João Nogueira além de ser um monstro sagrado do samba de raiz, foi um grande defensor dos direitos dos sambistas, criando o Clube do Samba, onde apresentavam-se grandes sambistas que não tinham acessos às gravadoras, e que tinham muito samba nas veias pra levantar muita poeira.Aparecem além de imagens de gravações no estúdio aparece o João com seu grande parceiro, o letrista genial Paulo César Pinheiro, numa roda iluminada de samba, cerveja,mocotó no fogo e muita alma no gogó e na malemolência de sambistas grandiosos, João porta-voz do povo esbanjando talento e luz cantando com o povo iluminado pela luz do samba puro e eterno.

Ficha Tecnica
Gênero: Documentário/Musical
Diretor: Jom Tob Azulay
Duração: 13 minutos
Ano de Lançamento: 1979


Origem: Brasil

Novos Baianos Futebol Clube


Novos Baianos F. C., gravado há 35 anos para uma emissora de TV alemã e que permanece inédito até hoje no Brasil. Em quase duas horas de filme, Moraes Moreira, Pepeu Gomes, Baby Consuelo e companhia são flagrados em ações cotidianas, jogando futebol, cuidando de crianças e, claro, fazendo música. É um retrato fiel do estilo riponga do qual os baianos eram um ícone no começo dos anos 70.As músicas desse mágico documentário são de dois discos antológicos da Música Popular Brasileira, "Acabou Chorare" e "Futebol Clube", do momento mais criativo da banda, Moraes Moreira compondo muito, Galvão o poeta escrevendo demais, Pepeu mandando brasa na guitarra, Paulinho Boca de Cantor soltando o gogó brasileiríssimo, a menina dança Baby arrepiando, e aqueles músicos fantásticos que faziam um som único e grandioso.A abertura com Brasil Pandeiro do genial Assis Valente, imortalizada pelos Novos Baianos, e na sequência clássicos, como "A menina dança", "Preta Pretinha", ao vivo no quintal no sítio Cantinho do Vovô, em Jacarepaguá, local onde os Novos Baianos viviam numa comunidade familiar de paz, amor e muita música. O câmera brinca com o humor oscilante e a malandragem de Paulinho Boca de Cantor em Mistério do Planeta, a fantástica versão de "Besta é Tu" no interior da casa, com toda a percussão maravilhosa num clima de naturalidade e de um Brasil brasileiro vibrante e resplandecente e muitas outras músicas, momentos e emoções captadas magistralmente por Solano Ribeiro com uma filmagem de profunda sensibilidade a altura da riqueza da música dos Novos Baianos.O filme rendeu ao diretor, Solano Ribeiro, uma premiação no Festival Europeu de Televisão, realizado na Áustria. O produtor é conhecido como o idealizador dos famosos festivais de música popular brasileira da TV Record. Entre outros artistas, lançou Elis Regina, Nara Leão, Chico Buarque, Tom Zé, Mutantes e Raul Seixas. É um tesouro cultural de valor incalculável."Abre a porta e a janela e vem ver o sol nascer..."

Ficha Tecnica

Gênero: Show/Documentário
Diretor: Solano Ribeiro
Duração: 31:30 minutos
Ano de Lançamento: 1973
Origem: Brasil/Alemanha